Antonio Silva

 

 

 

 

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Biografia

1908 - 1960


ANTONIO SILVA, nome artístico de Antonio Antonio da Silva. Organista carioca, nascido na Rua do Senado, em 5 de fevereiro de 1908. Era filho de Joaquim Antonio da Silva e de Anna Maria Cantisano. Faleceu prematuramente, aos 52 anos, no dia 3 de dezembro de 1960, igualmente na cidade do Rio de Janeiro. Encontra-se sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no bairro do Caju, nesta Cidade.

Sua aptidão musical despontou aos sete anos de idade, quando, então, iniciou os estudos de música, estimulado por seus pais, aprendendo os elementos básicos indispensáveis para ingresso nos cursos regulares. Concluiu, então, Piano, Harmonia, Regência e Composição, além dos demais ensinos teóricos exigidos para a formação de um organista. Ainda muito jovem, diplomou-se no curso superior de órgão, sua mais alta aspiração, no outrora Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, passando, de imediato, a professor assistente. Foi laureado, no ano de 1935, com a medalha de ouro de órgão, através de concurso realizado na mesma escola. Dentre vários ilustres mestres, foi discípulo de Francisco Braga e do Cônego José Alpheu de Araújo. De Francisco Braga, tornou-se amigo e seguidor de sua inigualável técnica de compor, recebendo o elogio: "Ontem, brilhante aluno, hoje ilustre colega".

Como docente, ocupou a cátedra de Harmonia da Escola Santa Cecília de Petrópolis. Exerceu, também, a cátedra de Órgão do Conservatório Brasileiro de Música da Cidade do Rio de Janeiro. Obteve o primeiro lugar e, conseqüentemente, o cargo de Professor Catedrático de Órgão da hoje Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através de concurso público de títulos e provas. Por ser este o primeiro concurso à cátedra de órgão no Brasil, (de alta complexidade posto que envolveu provas escritas e orais, defesa de tese, execução de peças e prova didática) e em razão da concorrência entre os candidatos contou com a prestigiosa presença do Exmo. Sr. Ministro da Educação que demonstrou grande preocupação com a lisura do concurso.

Inaugurou diversos órgãos, destacando-se, dentre os principais, o da Catedral da Cidade de Petrópolis e, na cidade do Rio de Janeiro, das Igrejas de São Francisco de Paula, da Santa Cruz dos Militares, de São Sebastião do Rio de Janeiro (Capuchinhos). Inaugurou também, o órgão da Rádio Ministério da Educação onde se apresentava constantemente. Em l3 de agosto de 1954 coube-lhe inaugurar o grande órgão da Escola de Música da UFRJ, cuja fabricação e seu planejamento foram acompanhados, pessoalmente na fábrica Tamburini, na Itália, para onde viajou em missão oficial do governo brasileiro. Na época, o referido instrumento se constituía no maior e melhor da América do Sul, eis que contava com quatro teclados manuais, pedaleira e cerca de aproximadamente cinco mil tubos. Destaca-se, inclusive, a realização do primeiro recital de órgão da cidade de Nova Friburgo, município onde passou a se apresentar com regularidade.

Apresentou-se muitas vezes na rádio Nacional do Rio de Janeiro no programa "Ondas Musicais", de grande audiência à época, bem como em programas da rádio Roquete Pinto. Na extinta TV Rio (canal 13) do Rio de Janeiro teve a oportunidade de realizar diversos recitais.

Foi convidado pelo Governo do Estado de Minas Gerais para participar, em Belo Horizonte, como organista, das homenagens prestadas ao governador Juscelino Kubitschek, por ocasião de seu aniversário.

Após seu falecimento, foi distinguido pelo Governo do Estado da Guanabara que deu a um de seus logradouros o nome de "Rua Organista Antonio Silva".

É patrono da cadeira número 33 da Academia Nacional de Música. Em sua homenagem, foi instituído o "Concurso Nacional de Órgão Antonio Silva", tendo sido realizado por duas vezes, sendo o primeiro na Cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1983, por iniciativa da Academia Nacional de Música e, o segundo, na cidade de São Paulo, no ano de 1985, promovido pela Faculdade Marcelo Tupinambá.

Escreveu obras para órgão, piano, violino, músicas sacras, conjunto de câmara, órgão e orquestra, inclusive uma peça para ser executada exclusivamente com a pedaleira. É autor de diversos arranjos para órgão, destacando-se "Prece" de Alberto Nepomuceno.

Defendia o ponto de vista de que "ser compositor é indispensável ao organista", tanto que este é um dos títulos de suas teses de concurso. A precariedade dos meios de comunicação durante a sua vida, como a inexistência de redes de televisão, de cadeias de rádio, e de gravações com recursos de alta fidelidade e som estereofônico, impediu maior divulgação de sua arte e de seu nome. Após sua morte, a inexperiência de seus filhos, por serem todos menores, também se constituiu em fator impeditivo para a difusão da notoriedade de seu pai. Ainda assim, diversas gravações foram resguardadas e hoje recuperadas, através de modernas técnicas, o que possibilita demonstrar, sua técnica de interpretação. Há de se ressaltar que dentre as gravações recuperadas encontra-se a de uma entrevista concedida à rádio Roquete Pinto que versa sobre o grande órgão da Escola de Música da UFRJ e seu funcionamento.

 

Escola de Música - UFRJ

Jornal Correio Carioca

 

 

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